quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Neuras de 2ª viagem


Sabe neura, paranóia, pensamento bobo que não sai da cabeça? Então, esta gravidez começou acompanhada disso. No fundo, a neura é bem anterior à gravidez.

Há muito tempo sei que existe um percentual de aproximadamente 20% de abortos espontâneos no início da gestação, a maioria deles devido ao desenvolvimento do feto ser inviável. Informação técnica que nunca me afetou quando engravidei do Arthur.

Já mãe, acompanhei amigas, conhecidas, colegas de trabalho e pessoas do mundo virtual que tiveram a segunda gravidez interrompida no primeiro trimestre. Não sei se foi coincidência, se a incidência está aumentando ou se simplesmente passei a conviver com mais mães e grávidas, mas de repente a informação técnica virou realidade para mim.

Foi assim que ao me descobrir grávida novamente, o medo de perder meu bebê se instalou. Cheguei a sonhar que estava tendo uma hemorragia enorme. Pesadelo horrível!

Faz tempo que comentei com uma amiga sobre quando contar da gravidez, que ela anunciou super-rápido. Falamos sobre algumas mulheres que decidem esperar passar as 12 semanas para contar, principalmente aquelas que já passaram pela experiência de uma perda. Essa amiga me disse que chegou a pensar nisso, mas logo concluiu que ela sabia que não perderia seu filho, que sabia que ficaria tudo bem, portanto, não tinha razão para esconder a gravidez inicial.

Achei lindo e quis pensar assim também. Mas quem disse que a gente controla todos os sentimentos? E tive sim medo. E não tive vontade de contar para todo mundo. Sentia um desejo de reclusão enorme, que não acho que era apenas desse medo, mas ele influenciava também.

Por vários motivos, contei para família, amigos e no trabalho. Logo em seguida foi a vez das listas de discussão sobre parto, porque as mais amigas já sabiam e achei melhor contar logo para todas. Só ficou faltando no blog e nas redes sociais, que por ser onde só escrevo o que realmente quero, deixei para contar quando tivesse vontade.

As semanas foram passando e o medo foi diminuindo, diminuindo. A barriga desta vez apareceu bem rápido e, ao vê-la crescendo, a existência da vida dentro de mim começou a ficar mais concreta. Dessa concretude, nasceu o amor e, já amando minha sementinha, não tive mais medo de perdê-la, mesmo sem completar o primeiro trimestre.

Agora já posso gritar para o mundo: ESTOU GRÁVIDA!



 Aviso: não foi escrito na data da publicação

5 comentários:

Bruna Ribeiro disse...

Dani, cabeça de grávida é uma eterna neura. Acho que é excesso de amor (e de hormônios). Também tive essa crise. Fiquei mega aliviada quando chegamos a um estágio que mesmo se o neném fosse prepaturo, sobreviveria numa encubadora. Claro que não queremos isso para ele, mas por incrível que pareça, tranquiliza.

Nine disse...

Sabes que eu tive esta neura com o Pedro tb? E sonhei ue estava perdendo o BB, igual! Da primeira vez isso nem me ocorreu...mas como eu te disse or email, essa gravidez foi mais cheira de reflexões e paranóias, sei lá, será que é coisa de segundinhos??
Beijos,
Nine

Paloma, a mãe disse...

Dani, também tive esta neura com a segunda. Na primeira, eu parecia uma menina de 15 anos. Eu era tão desinformada sobre coisas de gravidez, fisiologia etc. que não ligava muito para as coisas. É aquela ignorância para o bem, em alguns casos. Mas foi para o mal na hora do parto, que eu não lutei, não fiz nada, caí na massificação pesada.
Beijos

Nave Mamãe disse...

Aaaaaaah!! Que lindo! Que inveja! Também quero!!!
Eu morriiiiia de medo de perder. Nunca perdi, mas tinha pânico... Só contei depois da TN!
Aí já contei pra todo mundo que estava grávida de um menino! hehehe
Beijos

Dani Garbellini disse...

Eu, que sou uma mãe desencanada, nunca fui do tipo que acorda a noite para ver se o filho está respirando, confesso que me assustei com esta neura forte sobre a perda. Porque as neurinhas básicas do dia a dia, todo mundo tem, né? Mas os comentários me mostraram que tudo bem, eu sou normal. Rá! Aliás, sabe qual era a neura na primeira gravidez? Que o filho seria feio! Todo mundo fala que fica imaginando como será a carinha do bebê e eu nem ousava imaginar. E ai está, tive um filho lindão!
Estou adorando os comentários por aqui, pelo face (mas prefiro por aqui, porque no face acaba se perdendo, né?)
Beijocas queridas!