Está bem.
Ele já sabe?
Ah, claro! Foi o primeiro a saber.
E como reagiu?
Bem.
Ficou feliz?
Acho que ainda é muito abstrato para ele, né?
Diálogo bastante comum quando conto da gravidez.
Se Arthur estiver junto, acrescenta-se:
Tem bebê na barriga da mamãe?
(Às vezes responde, outras não).
Você acha que é irmãozinho ou irmãzinha?
(costuma fazer cara de ué ou enfado)
Mãe intercede: ainda não dá para saber, porque está dentro da barriga, não dá para ver, né filho?
Ah! Mas você vai ajudar a cuidar quando nascer?
(Normalmente não responde e mãe se possível o tira da situação)
Não me incomodo com o diálogos acima, pois já aprendi que quando as pessoas gostam da gente, se interessam, querem saber ou participar de alguma forma. Então, eu curto cada pergunta, cada resposta. Bom, isto quando é comigo. Quando a conversa é dirigida ao Arthur, o sentimento é semelhante, porém acrescenta-se ai a necessidade de conduzir a conversa da maneira que eu acho adequada para o meu filho, para a maneira como a gente lida com o assunto com ele.
E se para o mundo exterior é bacana fazer surpresa, gracinha, contar coisas interessantes, engraçadas, curiosas, já aqui dentro de casa a dinâmica é outra. É a dinâmica da naturalidade, do processo, da assimilação gradual, das não expectativas e não exigências, sem sustos, evitando ansiedade.
Arthur sempre soube que um dia teria um irmãozinho o irmãzinha. Sabe que suas roupas que ficaram pequenas, seu berço estão guardados para esse bebê futuro. Arthur sabia que um dia papai colocaria uma sementinha na barriga da mamãe e que esta sementinha viraria um bebê (ele até já tentou introduzir uma semente de melancia no meu umbigo).
Faz mais ou menos um ano que Arthur fala com mais intensidade sobre a irmãzinha, reserva lugar para ela guardar as escovas de dentes, mas ultimamente não vinha sendo tão categorico que será uma menina.
A gente também falou que depois que ele fizesse três anos, papai e mamãe iriam decidir quando era hora de engravidar. Ele sabe que a barriga demora para crescer e o bebê só nasce quando estiver bem grande.
Arthur sabe também que bebês quando nascem não sabem andar, falar, sentar ou comer, que apenas mamam, ou seja, sabe que não vai brincar com ele. E também não reforço que ele vai cuidar do bebê, mas sim que a mamãe e o papai vão cuidar dele e do bebê. Arthur não tem qualquer obrigação nisso, gente!
Quando contamos da gravidez, papai e mamãe juntos, a notícia foi com enfoque nele: você será o irmão mais velho! E ele gosta muito disto, seja lá o que pense que seja. Mas também não fala muito no assunto.
O bebê e a gravidez são colocados na conversa eventualmente, buscando inserir este bebê no imaginário do Arthur e em nossas vidas de um jeito bem tranquilo, sempre reforçando Arthur como o irmão mais velho, mas sem incutir obrigações nisto.
Ah! também não queremos que ele crie expectativas quanto ao sexo. E nem quero usá-lo como o polvo da copa do mundo, ou seja, ele não é estimulado a palpitar se habita em mim um menino ou uma menina.
Se tudo isso vai dar certo? Não sei! O que é dar certo? Na verdade é apenas o jeito que eu e meu marido acreditamos como a melhor forma, não agora ou no nascimento, mas gradualmente, para Arthur transformar-se num irmão mais velho não perfeito, mas feliz.
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| "Treinando" com a priminha Lolo |


2 comentários:
Dani, tudo, tudo igual como foi aqui. Todos querendo saber a reação dela, estimular um conhecimento que para mim e meu marido deveria vir devagar. Nos esforçamos para que o irmão não fosse alguém mais ou menos especial na vidinha dela, no esforçamos para que ela sentisse que ele viria, e faria parte da família, assim como eu ela e o pai. Por enquanto está tudo bem, não forçamos, ela já entende o que será o irmão, nos ajjuda com tudo. Agora as perguntas são sobre o ciume...afe...essa confesso que me irrita demais! E vu ser mais linha dura com coment´rios desse tipo.
Beijos,
Nine
A-D-O-R-E-I!!! Simples assim!!
bjs
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