quinta-feira, 2 de junho de 2011

real x possível x ideal - parte I

Licença maternidade, continuar trabalhando ou não, escola, baba, vovó, empregada, diarista, marido que ajuda, marido que divide. É assunto para mais de metro, ou  melhor, para mais de um post.

Nos próximos textos, vou contar como foi a minha experiência, o que teria sido possível e como seria o ideal para mim em diversas fases da minha vida de mãe.

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LICENÇA MATERNIDADE

COMO FOI
120 dias afastada do trabalho. Quando Arthur nasceu passei a contar com diarista duas vezes por semana que limpava a casa e passava as roupas. Cozinhar, lavar as roupas, passar roupinhas do Arthur e serviços diários da casa, como lavar louças, era dividido entre papai e mamãe. Escrevendo parece pouco, mas quase enlouqueci. Arthur dormia pouco e picado, queria mama ou colo o tempo todo, muitas vezes eu não conseguia ir ao banheiro, tomar banho ou comer, imagina cuidar da casa?

COMO GOSTARIA QUE TIVESSE SIDO
No primeiro mês, empregada todos os dias, que inclusive cozinhasse, para eu me dedicar exclusivamente a cuidar do Arthur e que marido quando estivesse em casa, pudesse cuidar de mim e do filho, não tendo que passar a maior parte do tempo fazendo serviços domésticos.
Após segundo mês, empregada três vezes por semana. Gostaria também de ter recebido mais visitas, não aquelas de formalidade, mas de amigas, amigos, parentes e familiares para fazer companhia, conversar. Eu me sentia muito sozinha!

MUNDO IDEAL
Licença maternidade de um ano.

Arthur aos 9 dias de vida, no sling, enquanto mamãe coloca roupas no varal

11 comentários:

Nine disse...

"Nosso post" tá ficando bom, em Dani? rsrsrsrs

Guria, vou contar então a minha experiência com a Ísis:

Eu já era concursada quando engravidei e meu marido era concurseiro, ou seja, não trabalhava, "apenas" estudava. Eu tive licença de 180 dias + 30 dias de férias, o que me permitiu amamentar exclusivamente até o sexto mês.

Como você, eu tive diarista 1x na semana para fazer o grosso da limpeza nos primeiros 4 meses devida da Ísis. Eu queria uma empregada, mas como marido estudava em casa e nós morávamos num AP minúsculo, ele não concordou e eu cedi, porque naquela época ele não trabalhava e podia me ajudar um pouco, ao mesno ficando com a Ísis para eu fazer comida, passar roupas, dar uma geral, essas coisas.

Se voltasse no tempo não teria cedido, teria apertado mais as contas, pois quando a Ísis dormia eu tinha que cuidar da casa e quando ela acordava eu estava cansada...no final do dia o leite rareava por causa do cansaço e a noite era bem estressante!

Depois de 4 meses contratei mais 1 diarista para cuidar das roupas e permaneci assim quando voltei a trabalhar.

Licença de 1 ano seria ótimo e flexibilização de horário por mais um tempo tb, tipo, trabalhar menos horas.

Beijos,
Nine

Katarina disse...

dani,
acompanho mas mtas vezes nao da p comentar..hehe
gosto desses questionamentos, mas sabe, pnso eu que devemos achar a felicidade onde quer que ela esteja..rs assim, eu por exemplo, estou sem ao menos uma faxineira, marido só ajuda a fazer comida nos fds, até a louça sobra p mim. E ele faz supermercado tbm e ajuda mto com o Tomás!
Eu poderia pensar em tudo que me falta, o que me deixa triste, etc etc etc.. mas smepre estou em busca da felicidade do momento, de agradecer tooodas as coisas que eu tenho, nao as q eu nao tenho.
Fico irritada as vezes? fico. Fico chateada? mtas. Fico me sentindo um caco? fico. Mas vai passar esse periodo, e é assim que eu posso viver no momento... E outra, eu tbm nao era a mais feliz do mundo por ter faxineira... ela me irritava as vezes haha
Esse é o modo q eu tento ser feliz. sabendo que nao existe mundo ideal...
o importante é criar uma rotina mais organizada, nao deixar a peteca cair.. etc..
falta tempo p escrever tudo... quem sabe pessoalmentenao é mais facil! heh venham nos visitar1
beijos

**Marcela disse...

Dani, estou passando por isso pela 3 vez, e sei que é muito estressante!!!! No nascimento da Melissa eu tinha uma faxineira que vinha 1 vez por semana... e como disse a Katarina, muitas vezes ela me irritava... mas o lance foi organizar toda a minha rotina, pq não tinha só eu (como foi no 1 nascimento) que precisava comer... agora eu tinha mais 2 crianças inteiramente dependentes de mim para banho, escola, comida, brincar, histórias na hora de dormir e mais um monte de coisas!!!! Eu estava quase surtando... qdo percebi que certas coisas tinham mais prioridades que outras... Como por exemplo: Se a casa já estava limpa, pq limpar novamente??? Roupas? É a maquina que lava, roupas para passar, só a da neném (as outras eu passava qdo ia sair) Comida? Eu sempre me preocupei em oferecer alimentos frescos e saudáveis, e me matava fazendo comidas e mais comidas, formulei um cardápio e passei a congelar a comida não precisando me "matar" mais para fazer comidas variadas! Ah!!! Aprendi a congelar na internet e deu muito certo!!!!
As vezes na nossa busca de um mundo ideal, deixamos de enxergar que certas coisas podem ser muito práticas... e que talvez as coisas que achamos ser importantes não são tanto assim!!! Ser mãe é nutrir o filho mentalmente, espritualmente e fisicamente... o resto é neura da nossa cabeça!!!!

Amo seu blog Dani!!!

Beijos

Mariana - viciados em colo disse...

dani,
minha realidade foi diferente, pq tive empregada todos os dias. para mim é um item do enxoval, pelo menos nos dois primeiros meses.

adoraria um ano de licença e amaria trabalhar um turnão de seis horas... essa é a minha utopia de direito humano! sim, pq o pai também precisa viver.

beijoca

Dani Garbellini disse...

Nine, assi como você, tenho certeza que apertando um pouco mais, teríamos pago a empregada, problema é que achava que não precisava, por isso a importância de contar a experiência, para quem está na dúvida ver esse lado, não para choramingar. E para não esquecer da próxima vez... Sobre a flexibilidade de trabalho, vai aparecer nos próximos textos da série. Bjs!

Dani Garbellini disse...

Katarina, entendo seu posicionamento e admiro, mas eu pessoalmente tenho muito receio, no meu caso, de viver no comodismo, me contentar e não buscar algo melhor. Acho que sofrer querendo viver o ideal é ruim, mas deixar o comodismo impedir que faça algo dentro do possível, é pior. No caso dessa série, falo em real, possível e ideal, ou seja, quando falo em como gostaria que tivesse sido, não estou me baseando no ideal, que esse está em outro item, mas em como hoje vejo que poderia sim ter feito, mas não fiz.
Beijos!

Dani Garbellini disse...

Marcela, nossa, acho até complicado comparar entre o primeiro filho e o terceiro! Se quando Arthur nasceu, eu tivesse a experiência e destreza que tenho hoje, teria dado conta tranquilamente. Sério! Só que eu precisei de três anos de maternidade para chegar aqui... rs.
E olha, eu não gosto de serviço doméstico, sou lenta, quase não sabia cozinhar quando me tornei mãe, enfim, eu jamais me irrito com a existência da diarista como você e a Kata. Claro, me incomodo com trabalho mal feito, a perda da privacidade, mas eu prefiro não estar em casa quando elas estão e, quando preciso ficar em casa, não costumo ficar por perto enquanto fazem o serviço. Tá bom, isso para dona de casa é péssimo, mas para mim, funciona. hahaha

Mas olha, é complicado ser a mãe capaz de nutrir o filho fisica, mental e espiritualmente quando estamos muito cansadas e estressadas. Defitivamente eu acredito que precisamos cuidar da gente para depois podermos cuidar dos outros.

Ah! Você está morando aqui em Campinas? Precisamos marcar de nos ver um dia, heim?

Beijocas!

Dani Garbellini disse...

Mari, queria ter tido sua esperteza na preparação do enxoval. hahaha

Sobre as seis horas, vai aparecer no próximo post.

Beijos!

**Marcela disse...

Dani, to morando em Campinas sim, vamos combinar de nos vermos!!! Morro de saudades de vc!!! Época muito boa aquela!!!!

Beijos

Thaís Rosa disse...

flor, AMEI essa sua série de posts!
utilidade pública TOTAL.
estou vivendo tudo isso de novo, e a todo tempo lembrando como foi com caio e como está sendo agora, se estou fazendo melhor ou pior... não sei...
mas acho que as coisas estão um pouco mais fáceis, por um lado, pela questão da experiência de 3 anos como mãe, como vc falou, e porque o esquema da casa está mais organizado do que qdo caio nasceu. Por outro lado, agora tem o caio, o que, além das muitas alegrias, também soma trabalho. Na época do caio, não me preparei direito, e o fato dele nascer antes de 39s me pegou de surpresa... Mas eu tinha uma ajudante 2x/semana e minha mãe veio ficar com a gente nas primeiras semanas. Só que minha ajudante deu no pé na primeira semana de vida do caio, então, durante o primeiro mês, foi aquela m* de achar outra pessoa, ver se dava certo, ensinar tudo.... afe, foi f*. Se minha mãe não estivesse aqui, não sei o que seria de mim, ela me ajudava com as roupinhas, cozinhava, dava uma geral na casa... e marido tb foi bem ponta firme nesse período. Demorou um pouco mas creio que no 3o mês engrenou uma pessoa boa em casa, 2x/semana ainda e a coisa passou a fluir melhor. Mas foi difícil sim, eu tb tinha que me desdobrar entre Caio e afazeres domésticos e por várias vezes surtava, (rs), ou chegava no fim do dia com pouco leite, como alguém comentou. Mas isso foi mais no 2o mês que no primeiro, qdo contei com a ajuda da minha mãe.
Agora, estou com uma ajudante pau-pereira 2X/semana, e estamos negociando pra ela vir 3X, que acho que seria o ideal. Mas ela dá conta do recado: lava, passa, faz faxina, e faz almoço (depois que o nuno nasceu, a parte do almoço tá ficando difícil, pq o serviço aumentou... procuro deixar coisas encaminhadas e ela só finaliza). Minha mãe tb veio ajudar, mas dessa vez optamos por ela só ficar 15 dias, pq a presença dela muda mto a rotina do caio. Então, nesses primeiros 15 dias, caio praticamente não foi à escola, ficamos curtindo todos juntos (dani ficou de licença por uns 10 dias), minha mãe e dani se revezando nos afazeres domésticos nos dias que a ajudante não estava e nós 3 nos revezando pra cuidar e dar atenção ao caio tb. Rolou legal, mas tive momentos de stress, claro (até pq eu surto mesmo com essas alterações hormonais todas... hehe). Depois que minha mãe foi embora, Caio voltou pra escolinha (feliz da vida, diga-se de passagem... ele estava carente de crianças! hehe), e fomos colocando a rotina nos eixos. Desde que Nuno nasceu eu não lavei nem passei nenhuma roupinha, a ajudante tá dando conta legal. Cozinhei algumas vezes e diariamente dou um tapa na casa, mas não a ponto de faxina. Marido em geral cuida da comida e da louça, além de ter assumido as manhãs com caio até levar na escolinha, nos revezamos nos banhos e dormidas dele, ele dá quase todos os banhos no Nuno e eu tenho tentado colocar caio pra dormir nos últimos dias. E vamo que vamo. Ele, vendo minha piração em passar todos os dias em casa com Nuno (nesse frio tá foda ficar saindo de casa), optou por duas tardes trabalhar em casa, assim tenho companhia e alguém pra olhar o bb enquanto vou ao banheiro... rá!
Até que tá rolando... Tem dias que fico bem cansada, mas até agora Caio está colaborando MUITO, e Nuno ainda está tranquilo, não tá demandando excessivamente. Vou contando nos próximos meses.... hehe
O que mais sinto é que meu tempo junto com o Caio está pequeno ainda, são poucos os momentos em que consigo, por exemplo, brincar mesmo com ele, mas a gente tem tentado criar os momentos, vamos todos juntos ao parquinho, outro dia fomos jantar fora, tenho tentado por ele pra dormir e contar historinhas toda noite na última semana, voltei a dar banhos... enfim, aos poucos vamos nos reajustando....
Bom esse papo, né? Se deixar não paro mais de escrever... hehe
beijo!!

Dani Garbellini disse...

Thaís, amei seu comentário. Preciso muito ouvir esses relatos do segundo filho para me encorajar/preparar. hehehe

Mas acho que faltou deixar claro no meu comentári para a Marcela que se tivesse a experiência de hoje, acho que teria muito mais facilidade naquela época. Meio óbvio e totalmente impossível, né? Mas numa segunda experiência, não acho que o que aprendi fará o mundo tão cor de rosa assim.

Quando Arthur nasceu, minha mãe chegou em casa na sexta-feira que ele nasceu e foi embora no domingo. Vinha me ver e ajudar sempre que podia, mas era eventual, porque ela não podia ficar mais. E quantas vezes eu tinha vontade de chamar a minha mãe...

Beijos!