Enquanto minha barriga cresce e aparece, fiquei pensando (sentindo?) se não seria hora de me concentrar mais em mim, em minha família e especialmente nessa menininha aqui dentro. Talvez me desligar um pouco das coisas do mundo para me conectar a ela.
Quando vou para o trabalho, especialmente, me conecto a outro mundo. A um mundo difícil, cheio de problemas e sofrimentos. E às vezes, enquanto me revolto, angustio, emociono ou enraivesso num atendimento, sinto minha filha se mexendo em minha barriga, como a me dizer: mamãe, estou aqui, não é hora dessa energia negativa, é hora de vida, de luz, de buscar equilibrio e serenidade para me receber.
Ah, filhinha, cada dia sinto você mais presente em mim. Seus movimentos estão cada vez mais presentes e intensos. Perguntaram-me uma palavra ou sentimento vindo de você, na hora não soube responder, mas demorou pouco para perceber: suavidade.
Você é suave, como uma brisa que está chegando de mansinho em minha vida, mas de uma mansidão intensa, pois já aprendi com seu irmão que amor de mãe é avassalador.
Cresce, minha pequena. Cresce e se prepare para vir à luz. Estamos aqui, nos preparando também para sua chegada, te esperando com muito amor e carinho.
E o tempo passa rápido, mas é o tempo necessário e suficiente para sua chegada, seu nascimento. Sem pressa, sem correria, sem estresse.
Pequena, não posso abandonar o mundo agora, mas posso me proteger mais. Você merece. Arthur merece. Eu mereço!
terça-feira, 13 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Repercutindo o parto humanizado
Com mais de 1 milhão e 700 mil acessos, acredito que todos meus leitores já assistiram ao lindo vídeo de parto da Sabrinha, mãe do Lucas. Se não viu ainda, corre assistir, porque é lindo. Assistam aqui.
Sabrina também escreveu esse interessantíssimo texto: Parindo em tempos neoliberais para o blog Saúde com a Dilma.
Aproveitem e leiam também o texto do Pedro Tourinho para o mesmo blog: Humanizar o que é essencialmente Humano.
A Sabrina e a equipe de parto que a atendeu, do Grupo Samaúma, deram uma excelente entrevista para o blog Saúde com Dilma. Imperdível para entender um pouco mais desse mundo tão encantador do parto humanizado.
Não conheço a Sabrina, mas a equipe Samaúma sim. Admiro muito o trabalho e mais ainda cada uma dessas pessoas. Então, não podia deixar de registrar aqui no Danielices e recomendar a todos essas maravilhas.
Aproveitem e leiam também o texto do Pedro Tourinho para o mesmo blog: Humanizar o que é essencialmente Humano.
A Sabrina e a equipe de parto que a atendeu, do Grupo Samaúma, deram uma excelente entrevista para o blog Saúde com Dilma. Imperdível para entender um pouco mais desse mundo tão encantador do parto humanizado.
Não conheço a Sabrina, mas a equipe Samaúma sim. Admiro muito o trabalho e mais ainda cada uma dessas pessoas. Então, não podia deixar de registrar aqui no Danielices e recomendar a todos essas maravilhas.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Teste da Violência Obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva
Dia Internacional da Mulher. Falar a verdade, esse negócio de parabéns pelo dia me intriga. Parabéns por quê? Por ser mulher? Realmente não acho é questão de parabenizar, mas de ter um dia para refletir que, mesmo estando longe de ser minoria, as mulheres sofrem por vários motivos no modelo de sociedade patriarcal e machista em que vivemos.
E um dos maiores sofrimentos, é mesmo a violência. Violência doméstica, violência de gênero, violência do assédio sexual no trabalho e violência até num campo que é, ou deveria ser essencialmente feminino: o parto.
E pior, a violência no parto é tão velada e travestida na cultura medicalizada, que muitas mulheres nem mesmo a percebem. E não denunciam. Se bobear até agradecem o agressor porque, no fim das contas, estão com o filho nos braços. E dizem que isso que importa. É isso importa, é primário e essencial, mas não sofrer violência no parto também é.
Por isso, invista alguns minutos para responder o questionário dessa linda iniciativa dos blogs Parto no Brasil, Cientista Que Virou Mãe e Mamíferas, com apoio das blogueiras da Parto do Princípio.
E um dos maiores sofrimentos, é mesmo a violência. Violência doméstica, violência de gênero, violência do assédio sexual no trabalho e violência até num campo que é, ou deveria ser essencialmente feminino: o parto.
E pior, a violência no parto é tão velada e travestida na cultura medicalizada, que muitas mulheres nem mesmo a percebem. E não denunciam. Se bobear até agradecem o agressor porque, no fim das contas, estão com o filho nos braços. E dizem que isso que importa. É isso importa, é primário e essencial, mas não sofrer violência no parto também é.
Por isso, invista alguns minutos para responder o questionário dessa linda iniciativa dos blogs Parto no Brasil, Cientista Que Virou Mãe e Mamíferas, com apoio das blogueiras da Parto do Princípio.
terça-feira, 6 de março de 2012
O nome dela
Devaneios recentes e antigos sobre nomes de menina:
Pérola - em homenagem a Janis Joplin
Ramona - porque eu amo Ramones
Framboesa - bem antes de engravidar, eu e marido brincávamos que nossos filhos se chamariam Figo e Framboesa.
Amora - depois da Framboesa, achei outro nome de fruta que combina, e esse eu acho mesmo legal, mas não gosto de amora - a fruta.
Não, não será nenhum desses. Somente pirações, nunca foi sério. Mas teve reflexões sérias, quer ver?
Descartei Olívia, que eu acho bem bonito, mas significa azeitona e passou a ser impossível para mim a idéia de uma filha chamada Azeitona, ainda que em grego.
Por motivos parecidos desisti de Marina, lindo, mas minha filha não é "aquela que vem do mar".
O nome não está escolhido. Claro que tenho pensado no assunto, mas nem tanto assim. Temos bastante tempo para decidir. Sem pressa, baby! E escolher nome não é fácil. È uma baita responsabilidade.
Se quiserem dar sugestões, gosto de nomes curtos (no máximo duas sílabas) e fortes. Idéias boas e sem compromisso?
Imagens: Wikipedia
Pérola - em homenagem a Janis Joplin
Ramona - porque eu amo Ramones
Framboesa - bem antes de engravidar, eu e marido brincávamos que nossos filhos se chamariam Figo e Framboesa.
Amora - depois da Framboesa, achei outro nome de fruta que combina, e esse eu acho mesmo legal, mas não gosto de amora - a fruta.
Não, não será nenhum desses. Somente pirações, nunca foi sério. Mas teve reflexões sérias, quer ver?
Descartei Olívia, que eu acho bem bonito, mas significa azeitona e passou a ser impossível para mim a idéia de uma filha chamada Azeitona, ainda que em grego.
Por motivos parecidos desisti de Marina, lindo, mas minha filha não é "aquela que vem do mar".
O nome não está escolhido. Claro que tenho pensado no assunto, mas nem tanto assim. Temos bastante tempo para decidir. Sem pressa, baby! E escolher nome não é fácil. È uma baita responsabilidade.
Se quiserem dar sugestões, gosto de nomes curtos (no máximo duas sílabas) e fortes. Idéias boas e sem compromisso?
Imagens: Wikipedia
segunda-feira, 5 de março de 2012
Mãe de menina
Será que ser mãe de menina é tão diferente assim?
Ou simplesmente ser mãe de pessoas diferentes é diferente?
Será que meninos e meninas são tão diferentes assim?
Ou grande parte dessa diferença é cultural e mesmo imposta socialmente?
Meninas são mais meigas e delicadas? Será? Sempre?
Mulheres são mais dóceis e homens mais agressivos?
Conheço meninas muito levadas, logo recebendo comentários de que "parecem moleques".
Conheço meninos muito meigos e carinhosos, sensíveis, mas logo tal comportamento é repreendido, com medo que "virem viado".
Via de regra acho os homens menos sensíveis que
as mulheres. E acredito que isso tem questões biológicas sim, mas acho
ainda mais determinante a questão cultural, em que meninos não choram,
devem ser durões, são tratados como moleques. Enquanto isso meninas são
tratadas como seres frágeis, dóceis, que obedecem e brincam de casinha.
Vejo nisso tudo um descabido, cultural,
tradicional e (meio) disfarçado preconceito à homosexualidade e
perpetuação do modelo machista e patriarcal.
Meninos choram, usam rosa, podem ser sensíveis e isso não tem qualquer relação com orientação sexual.
Meninas podem ser duronas ou não, frágeis ou não, mas não devem ser submissas ou subestimadas.
Como mães, de menino ou menina, estamos
conseguindo quebrar esse estereótipo do menino x menina? Será mesmo? Em
falas tão cotidianas e comuns, não estaremos sem perceber reforçando e
perpetuando isso?
Quem disse que é mais fácil ser mãe de menina? Ser mãe não é fácil, nunca, mesmo sendo muito bom!
domingo, 4 de março de 2012
Obrigada, obrigada, obrigada!
Querid@s, estou muito feliz com o carinho que tenho recebido pela minha gravidez.
Como a maioria das pessoas previu, inclusive eu, Arthur e a Naoli Vinaver, espero uma menina. Realmente não tinha preferência, mas está sendo legal começar a pensar em ser mãe de menina: escolher nome, roupas herdadas do irmão, como fugir do rosa e lilás em tudo, se mantenho minha decisão de não furar as orelhas, como será ter outra mulher em casa (!!!), adaptar-me a dizer "minha filha" usando o gênero feminino e a dizer "meus filhos", no plural. Isto que está apenas começando a aventura desta nova maternidade.
Como podem ver, além de todo carinho, vou precisar ainda de muitos comentários, que tenho coisa para caramba para dividir aqui.
Também quero agradecer a repercusão do meu texto sobre puerpério, que além dos comentários aqui no blog, foi bem lido e propicionou o debate sobre o pós parto também em outras redes. Ainda quero escrever mais sobre o assunto.
Arthur também está num processo de crescimento bem interessante, que acho que está relacionado ao seu desenvolvimento, mas com influência sim da gravidez. Depois da ultrassonografia, acredito que a existência da irmãzinha está mais real para ele. E com nós, adultos, também não é assim?
Os últimos dias têm sido bem intensos em minha vida pessoal e, apesar da vontade de escrever, não tenho tido inspiração. Muito contraditório, não é mesmo? De qualquer forma, quis aparecer dar notícias e, principalmente, agradecer vocês. Não imaginam como são importantes na minha vida (assunto para um post também...)
Ah! A barriga está crescendo tão rápido. Preciso tirar fotos!!
Como a maioria das pessoas previu, inclusive eu, Arthur e a Naoli Vinaver, espero uma menina. Realmente não tinha preferência, mas está sendo legal começar a pensar em ser mãe de menina: escolher nome, roupas herdadas do irmão, como fugir do rosa e lilás em tudo, se mantenho minha decisão de não furar as orelhas, como será ter outra mulher em casa (!!!), adaptar-me a dizer "minha filha" usando o gênero feminino e a dizer "meus filhos", no plural. Isto que está apenas começando a aventura desta nova maternidade.
Como podem ver, além de todo carinho, vou precisar ainda de muitos comentários, que tenho coisa para caramba para dividir aqui.
Também quero agradecer a repercusão do meu texto sobre puerpério, que além dos comentários aqui no blog, foi bem lido e propicionou o debate sobre o pós parto também em outras redes. Ainda quero escrever mais sobre o assunto.
Arthur também está num processo de crescimento bem interessante, que acho que está relacionado ao seu desenvolvimento, mas com influência sim da gravidez. Depois da ultrassonografia, acredito que a existência da irmãzinha está mais real para ele. E com nós, adultos, também não é assim?
Os últimos dias têm sido bem intensos em minha vida pessoal e, apesar da vontade de escrever, não tenho tido inspiração. Muito contraditório, não é mesmo? De qualquer forma, quis aparecer dar notícias e, principalmente, agradecer vocês. Não imaginam como são importantes na minha vida (assunto para um post também...)
Ah! A barriga está crescendo tão rápido. Preciso tirar fotos!!
sábado, 3 de março de 2012
A vida da gente
Amamentação, a gente vê por aqui!
http://especial.avidadagente.globo.com/abertura/view.php?id=03031206022268
http://especial.avidadagente.globo.com/abertura/view.php?id=03031206022268
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