quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Decoração natalina



Adoro o Natal! Tem um significado religioso muito forte, boas lembranças da infância. Gosto do espírito natalino, das comidas, da decoração. Quero muito que Natal seja algo especial para meu filho, que ele também lembre com carinho e saudade das festas natalinas de sua meninice.

Vamos montar árvore em casa, colocar enfeites e presépio. Tudo simples e acessível para Arthur. O levei para ver decoração no shopping e, principalmente, sempre que falamos do Natal, ressalto que é a festa de aniversário do nascimento de Jesus.

Por convicção e para reforçar o sentido cristão do Natal, tenho tentado uma decoração que inclua estes itens, além do Papai Noel, que até é bonitinho, mas suspeitamos ser uma invenção capitalista de uma marca famosa de refrigerantes. A dificuldade tem sido encontrar enfeites, tem pouca variedade e os preços são bem salgados.

Primeiro procurei presépio de pano. Encontrei poucos e caros demais. Tentei encontrar quem fizesse, mas não achei. Por sorte, papai teve uma idéia brilhante, fizemos a encomenda e deve chegar no início de dezembro. Farei suspense, mas coloco aqui quando chegar. Estou ansiosa!

Agora estou tentando anjinhos, sinos, estrelas com os requisitos bonito, barato e inquebrável, porque a idéia é que Arthur possa ter acesso. Infelizmente, quase só encontro papai noel, boneco de neve e rena por ai. Não chego ao radicalismo, temos papai noel e ursinhos de enfeites, mas boneco de neve nos recusamos, eu e marido, afinal estamos no Brasil, não em Nova Iorque! E em Belém também não neva, né gente?

Será que meu gosto é tão diferente das outras pessoas?
Será que sou, definitivamente, uma louca idealista?




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gentil

Estava rolando uma blogagem coletiva sobre gentileza em diversos blog amigos e, depois de tanto ler, conclui que:

1) Para ser gentil com os outros, antes é preciso a ser gentil consigo mesmo.
2) Nossos filhos merecem que sejamos gentis com eles, questão de respeito e bom exemplo.
3) Gentileza e boa educação andam de mãos dadas, impossível separar.
4) Difícil é ser gentil nas situações adversas.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Barriga

Nunca tive barriga de tanquinho ou corpo super modelado em academia, pelo contrário, sempre fui meio sedentária, do tipo que fugia da educação física na escola. Comecei a frequentar academia quando já era casada e, para minha surpresa, gostei. Não que praticasse muito ou tenho chegado à barriga de tanquinho, mas fazia fácil 400, 500 abdominais, acho que meu corpo até ficou mais legalzinho e, principalmente, minhas dores sumiram, ganhei mais fôlego, mais disposição. Não durou muito tempo, mudei de casa, dificultou o acesso e parei.

Daí veio a gravidez e a hidroginástica, que eu não gostava, mas como estava parada antes de engravidar, não tive coragem de encarar outra coisa. Fazia bem, mas era muito parado e sem graça. Mesmo assim pratiquei das 12 às 41 semanas de gestação.

Desde que Arthur nasceu, minha única ginástica é correr atrás de filho. Estou entre quatro e cinco quilos mais magra que antes de engravidar, mas meu corpo tem reclamado pelo sedentarismo, voltei a sentir dores e muita falta de disposição, sinto que meu corpo pede uma atividade física regular, mas não encontrei um buraco na agenda, fazer o quê?

Mas o que me fez escrever aqui foi a barriga, não a de tanquinho, a minha mesmo. Não está uma tábua, mas quase inexistente, afinal, estou bem magra. Mas está molinha. E o que eu esperava, depois dela ficar enorme na gravidez e sumir sem qualquer cuidado da minha parte?

Bom, até então, eu pensava que era apenas estético e, sinceramente, nem está tão feio assim, maridão se diz muito satisfeito, eu não me incomodo, então, tudo bem, vamos empurrando com a barriga. hahaha

Daí veio o exame médico admissional e observo que a médica escreveu na minha ficha: abdome flácido. Penso: será que minha barriga meio molegata me torna inapta para ser assistente social? Pelo jeito não, o veredicto foi apta ao trabalho, então, mãos a obra cada vez mais e abdominais cada vez mais distantes (será que consigo fazer uns 10 hoje em dia??? hahaha)

Já tinha esquecido a barriga quando, semana passada passo em consulta com endócrino, ele pergunta: seu bebê nasceu muito grande? Com cara de ué, respondo: 3650, por quê? É que seu abdome está flácido. A vontade de perguntar qual o problema fica presa na garganta (por que diabos às vezes tenho vergonha de falar algumas coisas?!)

Afinal, fora a questão estética, é uma informação médica relevante? Qual o problema, heim? Será que além de não ter a barriga mais linda do mundo, ela ainda é um problema de saúde que não sei? Se não tem importância, por que anotar na minha ficha médica profissional? Vejo tantas barrigas maiores e mais moles que a minha por ai... Há algo de errado com a minha que não sei?

E ai, alguém mais tem problemas com a barriguinha molezinha por ai? Ou será este um assunto proibido e escondido sob as blusas e o silêncio?

Posts frustrados

Enquanto tomo banho, no carro ou antes de dormir, tenho idéias ótimas para escrever aqui no blog, chego a pensar no post, na foto que quero por e... não dá tempo! Daí esqueço, ou passa o momento e não consigo publicar.
Peninha!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Naqueles dias

Vocês já perceberam como, uma vez por mês, meus posts ficam mal humorados.
Desculpa aí!


Não consegui colocar o vídeo no blog!!!
Por favor, clique aqui para ver no you tube.

blogs, blogs, blogs

A Flá escreveu sobre um comentário recorrente na blogsfera: "adorei seu blog, visite o meu" e devirados, sendo o tal recado um crtl c - crtl v descarado espalhado por ai, apenas para divulgar o próprio blog.
Além da falta de bom senso, percebo uma ansiedade muito grande nas pessoas para que seus blogs sejam muito visitados, muito comentados, muito conhecidos. Qual o motivo, alguém pode me explicar?
Como frequento principalmente blogs de mães, fico tentando entender quais os objetivos, desejos dessas blogueiras como eu, que dedicam um tempo precioso para ler e escrever nos blogs.
Para mim, o blog é um espaço para poder falar o que penso, para registrar acontecimentos, para desabafar, para compartilhar idéias, para conhecer outras pessoas com os mesmos interesses, para informação, conhecimento e diversão.
Claro que fico super feliz com as visitas, os comentários, mas não é o que me move, se fosse, já tinha desistido faz tempo (hahaha). Vai ver é por isso que não coloco contador aqui...
Pelo visto, eu sou ingênua e deve haver uma mina de ouro que ainda não descobri na blogsfera.
Ah! E todo blog que eu conheço que recebe muitas visitas, muitos comentários, são aqueles mais legais, mais interessantes, que tem um atrativo especial. Ou então se foram linkados em algum outro blog ou site famoso, mas nestes casos só continuam bombando depois se tiverem um dos requisitos anteriores.
Opa! Significa que o meu não tem nenhum dos requisistos: legal, interessante, atrativo especial, ou famoso. Estou mal na fita! (hahaha). Tudo bem, blogueira não é minha segunda profissão ou fonte de renda. E nos dias de carência, só fico triste, não encho o mundo das mamães blogueiras de ctrl c - ctrl v (hahahaha).
Vai ver que meu ego já se satisfaz no trabalho, em que para falar comigo, só pegando senha. (hahaha)*

* Texto cheio de "hahaha" para dar o tom, vai que me entendam mal e o blog comece a bombar de gente brava... (hahaha)

Atualizando: não me refero a ninguém em especial, não estou com problemas do tipo e meus leitores podem não ser muitos, mas são amigos e queridos. E se aparecerem mais eu vou adorar, porque aumentar o número de visitantes não é minha meta, mas faz um bem danado e é muito gostoso!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vínculos

Caso 1 - Casal faz cruzeiro marítimo e deixa filhos de um e três anos com avós.
Caso 2 - Casal viaja para Maceió por uma semana e deixa filho de cinco meses com avós.
Caso 3 - Casal faz viagem de um mês para Europa e deixa no Brasil bebê de um mês e meio.
Quando li o primeiro caso, em uma lista de discussão de mães que participo, não vi nada de errado, era apenas algo que eu não faria, por não se enquadrar em minha concepção de maternagem. Porém, quando apareceram as outras duas histórias, confesso que fiquei assustada e pensativa, afinal, quais os vínculos familiares da sociedade contemporânea?

O filho nascido cirurgicamente, de forma programada, mecânica e sem participação da mãe. A criança pouco ou nada amamentada, Vínculos tardios, vincúlos enfraquecidos. Cordões umbilicais cortados precocemente, cordões físicos e emocionais clâmpeados e cortados sem cuidados, sem esperar o tempo de adaptação ao ambiente, sem aprender a respirar sozinho, no susto, no choro, no trauma.

A política social de assistência social baseia-se nos vínculos enfraquecidos ou rompidos para avaliar o risco e vulnerabilidade social das pessoas e famílias atendidas.

Salas de terapia, consultórios psicológicos e psiquiátricos estão cada vez mais cheios.

Nas ruas, somos uma multidão de estressados, apressados, tristes cidadãos de vínculos fracos, numa coletividade fragmentada, enfraquecida, manipulável , que consume cada vez mais para tentar dar sentido à vida vazia.

Claro que vínculos vão além do parto e da amamentação, mas um mal começo e histórias como as contadas acima, mostram como começam muitas histórias de vida...